O sinistro envolveu um semicoletivo de passageiros pertencente à empresa Nagy Investment, que seguia da província de Nampula com destino à cidade de Chimoio, capital provincial de Manica.
Segundo informações recolhidas no local, o acidente ocorreu por volta das 05h00, quando a viatura se despistou e capotou numa curva acentuada, provocando três mortos, dezenas de feridos e elevados danos materiais.
As três vítimas mortais perderam a vida no local. Duas delas já foram identificadas, enquanto a terceira viajava sem qualquer documento de identificação.
Uma fonte do Hospital Provincial de Chimoio (HPC) confirmou que deram entrada na unidade sanitária 29 feridos, dos quais 15 são mulheres e 14 são homens. Entre os pacientes encontram-se ainda duas crianças, que estão a receber assistência médica no Serviço de Urgência de Pediatria.
"Recebemos um total de 29 pacientes, dos quais 15 são do sexo feminino e 14 do sexo masculino. Dois menores estão a receber cuidados no Serviço de Urgência do Hospital Provincial de Chimoio", explicou a fonte hospitalar.
Uma das passageiras, Felizarda José, contou que a viagem foi retomada a partir do cruzamento de Inchope, onde os passageiros tinham pernoitado.
"Saímos da província de Nampula ontem e passámos a noite no cruzamento de Inchope. Muito cedo retomámos a viagem para Chimoio. Não sei exatamente o que causou o acidente, porque estava a dormir. De repente senti que a viatura estava a capotar", relatou.
Por sua vez, um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), afeto ao posto policial de Cafumpe e identificado apenas por Agostinho, afirmou que as primeiras informações apontam para excesso de velocidade aliado à fadiga do motorista como possíveis causas do acidente.
"No local morreram três pessoas, uma delas sem identificação. Acreditamos que o acidente poderá ter sido provocado pelo excesso de velocidade associado ao cansaço do condutor. O despiste aconteceu numa curva acentuada. Os feridos foram prontamente socorridos e encaminhados ao Hospital Provincial de Chimoio", afirmou.
As autoridades continuam a investigar as circunstâncias do acidente.

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