Segundo informações da PRM, o suspeito terá aproveitado uma interrupção no fornecimento de energia elétrica registada naquela noite para atacar a mãe quando esta se encontrava na casa de banho.
A detenção aconteceu na quinta-feira, 9 de julho, no bairro 25 de Setembro (antigo bairro 5), também na cidade de Chimoio.
O indiciado, de 30 anos, confessou o crime e afirmou não estar arrependido. Nas suas declarações à polícia, alegou que a mãe o utilizava em práticas obscuras desde a infância, o que, segundo ele, lhe causava perturbações mentais e o impedia de manter relacionamentos amorosos.
De acordo com o suspeito, desde os 15 anos era levado pela mãe durante a noite a cemitérios para desenterrar corpos, afirmando que depois desses episódios sofria alterações mentais e deixava de se recordar do que acontecia.
Relatou ainda que, a partir de 2018, procurou curandeiros para compreender a origem dos seus problemas e que estes lhe diziam que a mãe o utilizava em práticas de feitiçaria. Acrescentou que tentou, por diversas vezes, convencer a progenitora a abandonar essas alegadas práticas e que, numa dessas ocasiões, chegou a incendiar a casa dela como forma de aviso, tendo sido detido por esse ato.
Segundo o próprio, decidiu matar a mãe por acreditar que essa seria a única forma de se libertar dos alegados "espíritos maus" que, na sua versão, o acompanhavam desde a infância.
Questionado sobre o crime, o suspeito afirmou sentir-se agora livre, acrescentando que toda a família tinha conhecimento dos conflitos existentes entre ambos.
O oficial de imprensa do Comando Provincial da PRM em Manica, Domingos Mardez, explicou que a detenção foi possível graças a um trabalho operativo realizado pela corporação no bairro 25 de Setembro, onde o suspeito se encontrava escondido numa obra.
A polícia confirmou ainda que foi instaurado um processo-crime contra o agente da Unidade de Intervenção Rápida, que deverá responder judicialmente pela morte da própria mãe.

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