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Agente da UIR é detido por suspeita de matar a própria mãe em Chimoio e diz não estar arrependido

A PRM deteve em Chimoio um agente da UIR suspeito de matar a própria mãe, de 63 anos. O indiciado confessou o crime e afirmou não estar arrependido.
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A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Manica, deteve, na quinta-feira, um agente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) suspeito de assassinar a própria mãe, de 63 anos, alegadamente por acreditar que ela praticava feitiçaria contra si. O crime ocorreu na passada segunda-feira, 6 de julho de 2026, no bairro Vila Nova, na cidade de Chimoio.

Segundo informações da PRM, o suspeito terá aproveitado uma interrupção no fornecimento de energia elétrica registada naquela noite para atacar a mãe quando esta se encontrava na casa de banho.

A detenção aconteceu na quinta-feira, 9 de julho, no bairro 25 de Setembro (antigo bairro 5), também na cidade de Chimoio.

O indiciado, de 30 anos, confessou o crime e afirmou não estar arrependido. Nas suas declarações à polícia, alegou que a mãe o utilizava em práticas obscuras desde a infância, o que, segundo ele, lhe causava perturbações mentais e o impedia de manter relacionamentos amorosos.

De acordo com o suspeito, desde os 15 anos era levado pela mãe durante a noite a cemitérios para desenterrar corpos, afirmando que depois desses episódios sofria alterações mentais e deixava de se recordar do que acontecia.

Relatou ainda que, a partir de 2018, procurou curandeiros para compreender a origem dos seus problemas e que estes lhe diziam que a mãe o utilizava em práticas de feitiçaria. Acrescentou que tentou, por diversas vezes, convencer a progenitora a abandonar essas alegadas práticas e que, numa dessas ocasiões, chegou a incendiar a casa dela como forma de aviso, tendo sido detido por esse ato.

Segundo o próprio, decidiu matar a mãe por acreditar que essa seria a única forma de se libertar dos alegados "espíritos maus" que, na sua versão, o acompanhavam desde a infância.

Questionado sobre o crime, o suspeito afirmou sentir-se agora livre, acrescentando que toda a família tinha conhecimento dos conflitos existentes entre ambos.

O oficial de imprensa do Comando Provincial da PRM em Manica, Domingos Mardez, explicou que a detenção foi possível graças a um trabalho operativo realizado pela corporação no bairro 25 de Setembro, onde o suspeito se encontrava escondido numa obra.

A polícia confirmou ainda que foi instaurado um processo-crime contra o agente da Unidade de Intervenção Rápida, que deverá responder judicialmente pela morte da própria mãe.

Agente da UIR é detido por suspeita de matar a própria mãe em Chimoio e diz não estar arrependido
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