Por Redação
Publicado em Julho de 2026
A estátua de Josina Machel, instalada na cidade de Chimoio, foi coberta com plástico neste sábado, na sequência da forte onda de críticas gerada após a sua inauguração. A obra deverá passar por trabalhos de rectificação, garantia dada pelo próprio autor da escultura, durante uma entrevista concedida à TV Miramar.
O escultor explicou que, neste momento, encontra-se fora da província de Manica, mas prevê regressar em agosto para efectuar as alterações necessárias. Segundo afirmou, as intervenções incidirão principalmente sobre a cabeça da figura, com o objectivo de melhorar o alinhamento e as proporções em relação ao restante corpo da estátua.
De acordo com o artista, as correcções não representarão custos adicionais. Isto porque ainda existem materiais utilizados na construção original, como cimento e tinta, que poderão ser reaproveitados durante os trabalhos de ajustamento.
Ao comentar as críticas dirigidas à obra, o escultor afirmou que o resultado final acabou por ser influenciado por diferentes opiniões recebidas ao longo do processo de execução. Sem revelar a identidade das pessoas envolvidas, explicou que a sua proposta inicial consistia na construção de uma estátua de menor dimensão, mas que acabou por aumentar a altura da peça após recomendações de pessoas ligadas ao projecto.
O autor estabeleceu ainda uma comparação com a estátua de Ngungunhane, também da sua autoria e igualmente localizada em Chimoio. Segundo referiu, nesse projecto houve menos interferências externas, o que lhe permitiu executar a obra de forma mais fiel ao conceito inicialmente concebido.
Oferecida aos munícipes de Chimoio, a estátua de Josina Machel transformou-se num dos temas mais debatidos nas últimas horas. Grande parte das críticas incidiu sobre as proporções da figura, situação que levou ao revestimento temporário da escultura com plástico.
Com o compromisso assumido pelo escultor, espera-se que os trabalhos de rectificação sejam realizados ao longo do mês de agosto.

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