Numa publicação feita na sua rede social, Truth Social, Trump escreveu que existem "1.000 mísseis armados, preparados e apontados para a República Islâmica do Irão, seguidos imediatamente por milhares mais", caso o Governo iraniano concretize qualquer tentativa de atentado contra a sua vida.
O chefe de Estado norte-americano afirmou ainda ter ordenado às Forças Armadas dos Estados Unidos que destruam completamente determinadas regiões do Irão caso seja assassinado ou alvo de uma tentativa de assassinato. Segundo Trump, essa ordem terá validade de um ano, podendo ser prorrogada.
A mensagem foi assinada pelo Presidente com a expressão "Louvado seja Alá! Presidente Donald J. Trump".
Esta não é a primeira vez que Trump faz este tipo de declarações. Numa entrevista concedida anteriormente ao jornal The New York Post, revelou ter instruído o Pentágono a bombardear o Irão a uma escala "nunca antes vista" caso fosse morto em consequência de uma alegada conspiração atribuída à República Islâmica.
Na mesma entrevista, Trump indicou que não tinha conhecimento de uma conspiração recente, mas afirmou que o Irão o considera um alvo há vários anos. As declarações coincidem com notícias segundo as quais Israel terá informado as autoridades norte-americanas sobre um eventual novo plano iraniano para o assassinar.
O aviso acontece num momento de crescente tensão entre Washington e Teerão, marcado pelo agravamento dos confrontos militares e por sucessivas ameaças entre os dois países, após o colapso do protocolo de cessar-fogo alcançado no mês anterior.
Irão diz ter cumprido o acordo de cessar-fogo
Entretanto, o Irão afirmou que tem respeitado os compromissos assumidos com os Estados Unidos desde a assinatura do protocolo de cessar-fogo, cuja continuidade foi colocada em causa por Donald Trump.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, escreveu na rede social X que o seu país "cumpriu a palavra" e defendeu que o respeito entre as duas nações só será possível se houver reciprocidade.
Os confrontos entre forças iranianas e norte-americanas foram retomados na última terça-feira, registando-se os ataques mais intensos desde a assinatura, em 17 de junho, do protocolo destinado a pôr fim ao conflito iniciado a 28 de fevereiro, após um ataque conjunto de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.
Na sexta-feira, Donald Trump voltou a declarar que o cessar-fogo estava "terminado", embora tenha admitido manter abertas as conversações com Teerão.
Segundo o Presidente norte-americano, a República Islâmica manifestou interesse em prosseguir o diálogo, mas Washington deixou claro que considera encerrado o acordo de cessar-fogo anteriormente estabelecido.

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