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Cura do HIV: Cientistas criam injeção que faz células do corpo atacarem o vírus do HIV

Nova terapia genética consegue controlar o HIV durante quase dois anos e reforça a esperança de uma futura cura funcional.
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Estudo aponta avanço histórico no tratamento do HIV e reforça esperança de uma cura funcional

A ciência médica alcançou um avanço considerado histórico na luta contra o HIV, trazendo uma nova esperança para milhões de pessoas em todo o mundo. Um estudo clínico inovador demonstrou que uma única infusão de células imunológicas modificadas geneticamente em laboratório foi capaz de manter o vírus sob controlo durante quase dois anos.

O principal destaque da investigação foi o facto de os participantes conseguirem interromper completamente o tratamento diário com medicamentos antirretrovirais sem que o vírus voltasse a multiplicar-se durante o período observado.

A técnica utilizada baseia-se na terapia CAR-T, uma forma de engenharia genética já utilizada com sucesso no tratamento de alguns tipos de cancro do sangue. No procedimento, os cientistas recolhem linfócitos do próprio paciente e modificam-nos geneticamente para que passem a produzir recetores capazes de reconhecer e combater o vírus com maior eficácia.

Depois de serem reintroduzidas no organismo, estas células passam a atuar como um verdadeiro sistema de defesa reforçado, identificando e destruindo não apenas o vírus ativo na corrente sanguínea, mas também os chamados reservatórios ocultos, onde o HIV permanece escondido e dificulta a sua eliminação pelos tratamentos convencionais.

Segundo os resultados divulgados pela organização Caring Cross, os voluntários incluídos no estudo conseguiram manter a carga viral controlada durante vários meses consecutivos após receberem o tratamento.

Apesar dos resultados promissores, os investigadores alertam que a terapia continua em fase de ensaios clínicos em seres humanos e ainda necessita de avaliações adicionais para confirmar a sua segurança e eficácia antes de poder ser utilizada em larga escala.

Especialistas consideram, no entanto, que este avanço representa uma mudança significativa na investigação sobre o HIV, abrindo caminho para novas abordagens terapêuticas que, no futuro, poderão reduzir ou até eliminar a necessidade do uso diário de medicamentos antirretrovirais, melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

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