Segundo relatos recebidos nos últimos dias, provenientes de pessoas que se apresentam como funcionários da TVM no Niassa, existem alegadas situações de divisão interna, tratamento desigual entre trabalhadores e episódios de humilhação no seio da instituição.
De acordo com os denunciantes, uma das situações apontadas está relacionada com a distribuição de deslocações de serviço. As fontes alegam que, em missões consideradas mais vantajosas do ponto de vista financeiro, o delegado provincial costuma participar pessoalmente, sendo frequentemente acompanhado pelo mesmo operador de câmara, identificado como Hélder da Conceição.
Já as coberturas de actividades que, segundo os denunciantes, não apresentam benefícios financeiros, seriam atribuídas a outros profissionais da delegação.
As acusações apresentadas incluem ainda alegadas irregularidades consideradas mais graves. Os denunciantes afirmam que o delegado provincial recorreria a supostas práticas de chantagem contra alguns dirigentes da província, alegadamente usando informações sensíveis sobre determinadas figuras para exigir valores monetários em troca do silêncio.
As mesmas fontes alegam também que algumas coberturas jornalísticas de eventos seriam realizadas mediante pagamentos ou através do fornecimento de combustível destinado a viaturas particulares.
Segundo os relatos, o delegado provincial teria afirmado em várias ocasiões que ocupa o cargo há aproximadamente 15 anos e que possui informações comprometedoras sobre diferentes personalidades da província, incluindo membros do Governo. As fontes dizem que, por esse motivo, Filipe Germano acredita que dificilmente será afastado da função que exerce.
Até ao momento, não foram apresentadas publicamente respostas do delegado provincial da TVM no Niassa ou da direcção da Televisão de Moçambique sobre as acusações feitas pelos colaboradores. As alegações permanecem como denúncias atribuídas às fontes ouvidas, carecendo de confirmação oficial.

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