Segundo Alfazema, Venâncio Mondlane apresentou-se repetidamente como vítima de uma alegada exclusão, criticando o diálogo, colocando em causa a sua credibilidade e dirigindo várias observações contra a forma como o processo estava a ser conduzido.
O comentador recorda ainda que, ao longo desse período, Mondlane escreveu cartas sobre o assunto e chegou a dirigir duras críticas ao Embaixador da União Europeia, além de contestar várias fases do Diálogo Nacional Inclusivo.
Entretanto, Dércio Alfazema destaca que o partido de Venâncio Mondlane acabou por participar no processo, submetendo as suas contribuições, à semelhança de outros partidos políticos, organizações da sociedade civil e cidadãos que também deram o seu contributo.
Perante este cenário, Alfazema questiona a coerência da posição assumida por Mondlane, depois de este anunciar publicamente que irá participar no diálogo.
"Se realmente estava excluído, em que momento terminou essa exclusão? Quem decidiu incluí-lo? Ou nunca existiu qualquer exclusão e tratou-se apenas de uma decisão pessoal de não participar?", questiona o comentador.
As declarações reacendem o debate em torno do processo do Diálogo Nacional Inclusivo, que continua a reunir diferentes sensibilidades políticas e sociais em Moçambique.
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