Mulher denunciou o caso após fugir de casa por temer pela segurança da filha de 15 anos; suspeito é investigado por violência doméstica, violação, lenocínio e devassa da vida privada
Por: TecNews
Publicado em 17 de Julho de 2026
Um homem de 60 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ), em Lisboa, por fortes suspeitas da prática dos crimes de violência doméstica, violação, lenocínio e devassa da vida privada, alegadamente cometidos contra a sua companheira, de 44 anos.
A denúncia partiu da própria vítima, depois de ter abandonado a residência onde vivia com o suspeito há cerca de cinco anos, em Março deste ano. Segundo as autoridades, a mulher decidiu sair de casa por temer que o companheiro pudesse cometer actos de natureza sexual contra a sua filha, de 15 anos.
Após deixar a habitação, a vítima dirigiu-se à Polícia Judiciária, onde relatou a situação de violência que alegadamente enfrentava.
De acordo com a PJ, a mulher afirmou sofrer de violência doméstica, alegando que o companheiro exercia controlo psicológico sobre ela, incluindo ameaças com recurso a uma arma de fogo.
Suspeito terá obrigado vítima a prostituir-se
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, o arguido explora um estabelecimento de diversão nocturna e é suspeito de ter obrigado a companheira a prostituir-se, aproveitando-se da sua situação de dependência económica.
A Polícia Judiciária indica ainda que o homem terá gravado actos de natureza íntima sem autorização dos envolvidos, violando a privacidade da vítima.
As autoridades afirmam que esses conteúdos terão sido posteriormente comercializados através de plataformas digitais, aumentando a gravidade dos crimes investigados.
Tribunal aplica medidas de afastamento
Depois de ser detido, o suspeito foi presente ao primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa Norte, onde lhe foi aplicada a medida de coação de proibição de contactos e aproximação da vítima ou da sua residência, com recurso a vigilância electrónica.
A investigação continua sob responsabilidade do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Alenquer, que prossegue com a recolha de elementos para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

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