Segundo uma publicação do portal Ikweli, esta é a segunda incursão do grupo à região de Pwiriri em menos de um mês. Na deslocação anterior, quando regressava da zona sul de Cabo Delgado, os insurgentes terão passado pela área, onde alegadamente saquearam arroz e obrigaram os produtores a abandonar as suas machambas.
De acordo com a mesma publicação, que cita fontes locais, o grupo responsável pelo ataque em Pwiriri esteve dias antes na aldeia de Cagembe.
As mesmas fontes indicam que os insurgentes estariam a fugir das ofensivas das Forças Armadas na zona de Katupa, no distrito de Macomia. Durante a passagem por Cagembe, terão realizado uma reunião com alguns residentes, numa aparente tentativa de conquistar a confiança e o apoio da população local.
Após esse encontro, o grupo dividiu-se em vários destacamentos de menor dimensão, que seguiram para diferentes pontos da região, podendo ter-se deslocado para áreas dos distritos de Meluco, Macomia ou Quissanga.
As fontes referem ainda que existe a suspeita de que os insurgentes financiem parte das suas atividades através da exploração ilegal de recursos minerais. Tendo em conta que, nas suas recentes movimentações pelo sul de Cabo Delgado, passaram por zonas mineiras, admite-se a possibilidade de um dos grupos ter seguido de Cagembe em direção a Ravia, uma das principais áreas de mineração ilegal no distrito de Meluco.
Os relatos sobre a morte do homem em Quissanga surgem poucos dias depois de o Estado Islâmico ter reivindicado um ataque contra a base militar de Katupa, alegando ter morto 11 militares e capturado armamento durante a ação.
Fonte: Mz News

0Comentários