A publicação foi divulgada pelo jornal Hamshahri, que apresentou uma imagem onde algumas figuras políticas aparecem retratadas como supostos alvos de represálias pela morte do antigo líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Na imagem, Friedrich Merz surge vestido com roupa de prisioneiro, enquanto Donald Trump e Benjamin Netanyahu aparecem com símbolos de mira sobre as suas testas. A lista inclui ainda o Presidente da França, Emmanuel Macron, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth.
Até ao momento, não existe qualquer confirmação de que a publicação tenha sido oficialmente aprovada pelas autoridades iranianas.
A divulgação da lista ocorre num contexto de crescente tensão entre o Irão e vários países ocidentais, na sequência da morte de Ali Khamenei.
No sábado, Mostafa Khamenei, filho e sucessor de Ali Khamenei, afirmou, na sua primeira mensagem escrita desde o funeral do pai, que a vingança representa a vontade do povo iraniano.
Segundo a declaração, o Irão terá elaborado uma lista de pessoas que deverão ser alvo de futuras ações, embora não tenham sido divulgados nomes específicos.
"Estes criminosos, cujos nomes constam de uma lista, levarão para a sepultura o desejo de morrer pacificamente na própria cama", refere a mensagem.
Entretanto, a CNN noticiou, citando fontes familiarizadas com o assunto, que os serviços secretos israelitas terão alertado os Estados Unidos para um alegado plano iraniano destinado a assassinar Donald Trump.
Antes disso, o Wall Street Journal já tinha avançado informações semelhantes, indicando que Israel havia informado Washington sobre um suposto plano contra o Presidente norte-americano.
Recorde-se que Ali Khamenei morreu a 28 de fevereiro, durante um ataque conjunto realizado por Israel e pelos Estados Unidos, no primeiro dia da guerra entre as partes. Após a sua morte, o cargo de líder espiritual passou para o seu filho, Mostafa Khamenei.
Durante o conflito, o Irão acusou vários países europeus de não condenarem os ataques contra o seu território e de terem prestado apoio indireto às operações militares ao permitirem a utilização do seu espaço aéreo por aeronaves norte-americanas.

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