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LAM investe mais de 30 milhões de euros na compra de cinco aeronaves para reforçar a frota

LAM investiu 30,2 milhões de euros na aquisição de cinco aeronaves para reforçar a frota e apoiar a reestruturação da companhia.
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As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) investiram 2,2 mil milhões de meticais, o equivalente a cerca de 30,2 milhões de euros, na aquisição de cinco aeronaves durante o ano de 2025. Segundo as demonstrações financeiras da companhia, o valor da compra já tinha sido integralmente liquidado até ao encerramento do exercício financeiro.

As aeronaves adquiridas incluem duas Embraer ERJ-190, destinadas ao transporte regional de passageiros, e três Dash 8 Q400, aviões turbo-hélice utilizados em rotas de curta e média distância.

De acordo com a LAM, decorrem atualmente os processos legais de registo, preparação técnica e integração das aeronaves na frota da companhia, antes do início das operações comerciais.

Em maio, o presidente do Conselho de Administração dos Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), Agostinho Langa, confirmou que as duas aeronaves Embraer 190 adquiridas se encontravam na África do Sul para trabalhos de pintura, processo que entretanto foi concluído.

Os CFM, uma das empresas envolvidas na reestruturação da transportadora aérea, informaram que continuam os preparativos para colocar as novas aeronaves em funcionamento.

Na ocasião, Agostinho Langa reconheceu que a companhia continua a suportar custos adicionais por ainda recorrer ao aluguer de aeronaves para assegurar parte das suas operações.

Nos últimos anos, a LAM tem enfrentado dificuldades relacionadas com a reduzida dimensão da frota e a falta de investimento, fatores que contribuíram para limitações operacionais e para alguns incidentes sem vítimas mortais. Especialistas têm apontado problemas de manutenção como uma das causas associadas a esses episódios.

A aquisição das novas aeronaves integra o processo de reestruturação em curso na companhia.

No âmbito dessa reestruturação, a Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) adquiriu, em 2025, 25,2% do capital social da LAM. Posteriormente, a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) e os CFM passaram igualmente a integrar a estrutura acionista, cada um com uma participação de 15,40%.

Segundo a Conta Geral do Estado de 2025, a HCB aprovou um investimento de 36 milhões de dólares destinado à reestruturação da companhia e à criação da Fly Moz, entidade criada com o objetivo de garantir financiamento para a LAM.

Por sua vez, a EMOSE aprovou um investimento de 22 milhões de dólares, passando a deter 15,40% do capital da companhia, percentagem idêntica à dos CFM.

Há cerca de um ano foi anunciada a intenção de alienar 91% do capital social da transportadora. No entanto, as operações já concluídas representam atualmente 56% da estrutura acionista da empresa.

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