Em comunicado divulgado esta segunda-feira, 13 de julho de 2026, o movimento manifestou profundo pesar pela morte do seu dirigente, descrevendo-o como um cidadão sul-africano patriótico, dedicado e defensor da paz.
Segundo a organização, Andile Somgxada foi baleado quando saía da sua residência, no dia 4 de julho de 2026. Após o ataque, foi transportado com urgência para uma unidade hospitalar, onde permaneceu internado durante vários dias. Apesar dos esforços médicos, acabou por morrer na quinta-feira, 9 de julho de 2026.
O March and March afirma que o homicídio ocorreu num contexto de sucessivas ameaças dirigidas aos seus líderes. De acordo com o comunicado, vários responsáveis da organização receberam mensagens intimidatórias alegadamente provenientes de indivíduos que, segundo o movimento, beneficiam de atividades de extorsão e da cobrança de alegadas taxas de proteção a cidadãos estrangeiros em situação irregular envolvidos em negócios ilegais.
A organização refere ainda que as ameaças não se limitaram à região de Ekurhuleni. Segundo o comunicado, líderes do movimento nas regiões de Tshwane, Umlazi, na província de KwaZulu-Natal, e em Mpumalanga também receberam mensagens de intimidação nos últimos dias.
Perante a situação, o March and March apelou às autoridades policiais sul-africanas para que realizem uma investigação aprofundada ao homicídio de Andile Somgxada e às alegadas ameaças contra os seus dirigentes, alertando que estes acontecimentos poderão aumentar as tensões em várias comunidades.
Até ao momento, as circunstâncias do crime continuam sob investigação pelas autoridades competentes.

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