Segundo a publicação, a empresa também analisa a possibilidade de criar pacotes em parceria com serviços de streaming concorrentes. Entre os potenciais parceiros mencionados está a NBCUniversal Peacock. Até ao momento, nenhuma destas iniciativas foi oficialmente confirmada pela Netflix.
Caso avancem, estas mudanças poderão representar uma das maiores transformações no modelo de negócio da empresa desde o lançamento da plataforma, que ganhou notoriedade precisamente por oferecer uma alternativa ao formato tradicional da televisão linear.
A possível estratégia surge numa altura em que a Netflix enfrenta sinais de perda de audiência. Dados da Nielsen, citados pelo Wall Street Journal, indicam que a participação da plataforma no tempo total de consumo de televisão nos Estados Unidos caiu para 7,8% em abril, o nível mais baixo desde maio de 2025.
Os mesmos dados mostram ainda que a quota da Netflix no tempo total dedicado ao streaming diminuiu de 21% para 17% ao longo dos últimos dois anos, até março de 2026.
No mercado financeiro, a empresa também enfrenta dificuldades. As ações da Netflix acumulam uma queda de cerca de 40% nos últimos 12 meses, registando o pior desempenho no primeiro semestre em cerca de duas décadas.
A introdução de canais lineares poderá reforçar o negócio de publicidade da plataforma. A empresa prevê aumentar as receitas provenientes de anúncios de cerca de 1,5 mil milhões de dólares em 2025 para 3 mil milhões de dólares em 2026.
Atualmente, o plano com publicidade conta com mais de 250 milhões de utilizadores ativos por mês, sendo que mais de metade dos novos assinantes optam por esta modalidade.
O co-presidente executivo da Netflix, Ted Sarandos, afirmou que o investimento em conteúdos ao vivo deverá "dar ainda mais impulso" ao segmento publicitário da empresa.
Entretanto, em junho, o cofundador da Netflix, Reed Hastings, deixou o conselho de administração da companhia, sendo substituído por Jay Hoag, que assumiu a presidência do órgão.

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