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Padre nigeriano tira a própria vida nos EUA dias antes de regressar à Nigéria por receio da sua segurança

Padre católico nigeriano Benjamin Madu morreu nos EUA antes de regressar à Nigéria. Caso gera debate sobre segurança e deportações.
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MASSACHUSETTS — O padre católico nigeriano Benjamin Okwy Madu, de 54 anos, morreu por suicídio no estado norte-americano de Massachusetts, poucos dias antes da data prevista para deixar os Estados Unidos e regressar à Nigéria, país onde afirmava temer pela sua segurança.

O sacerdote morreu no dia 2 de Julho, na sua residência localizada em Lynnfield, segundo confirmou a Arquidiocese de Boston, onde exercia funções como capelão hospitalar e pároco desde 2021.

Benjamin Madu encontrava-se nos Estados Unidos com um visto religioso, cuja validade terminaria no dia 29 de Julho. Entretanto, a sua diocese de origem, localizada em Abakaliki, na Nigéria, determinou o seu regresso antecipado ao país para assumir uma nova missão pastoral marcada para 4 de Agosto.

Segundo informações divulgadas pelo jornal Boston Globe, o padre teria manifestado em várias ocasiões que não pretendia regressar à Nigéria. Em mensagens enviadas aos fiéis e numa publicação de despedida feita dias antes da sua morte, explicou que a saída dos Estados Unidos não acontecia por vontade própria, mas devido a circunstâncias que, segundo ele, estavam fora do seu controlo.

Antes do falecimento, no domingo que antecedeu a tragédia, Benjamin Madu sofreu um episódio de ansiedade intensa enquanto se deslocava para celebrar uma missa, tendo recebido assistência numa unidade de emergência hospitalar.

A morte do sacerdote provocou comoção entre comunidades religiosas e voltou a levantar discussões sobre a situação de cidadãos nigerianos residentes nos Estados Unidos que afirmam enfrentar riscos caso sejam obrigados a regressar ao país de origem.

Após o caso, uma coligação de organizações da diáspora nigeriana e grupos de defesa dos cristãos apelou às autoridades norte-americanas para considerarem a suspensão de deportações de cidadãos nigerianos e a atribuição de um Estatuto de Protecção Temporária (TPS) aos nacionais daquele país.

O caso continua a gerar reacções entre organizações religiosas e de defesa dos direitos humanos, que defendem uma avaliação mais aprofundada das situações de pessoas que alegam existir riscos à sua segurança em caso de regresso forçado aos seus países.

Fonte: BBC / Boston Globe

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