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Raúl Novinte acusa Venâncio Mondlane de o isolar no ANAMOLA; líder do partido diz que saída foi voluntária

Raúl Novinte acusa Venâncio Mondlane de o isolar e descartar do ANAMOLA. Mondlane rejeita as acusações e diz que a saída foi voluntária.
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A Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) atravessa um período de tensão interna, depois de Raúl Novinte, antigo coordenador regional Norte da formação política, acusar a liderança de o ter combatido, isolado e posteriormente afastado do partido.

Em declarações à DW África, Novinte afirmou que foi alvo de perseguição dentro da organização.

"Fui combatido, isolado e depois descartado. Tudo isto dentro do partido", declarou.

Segundo o antigo dirigente, os primeiros sinais de desentendimento surgiram quando manifestou a Venâncio Mondlane a intenção de concorrer à liderança do ANAMOLA. De acordo com Novinte, a partir desse momento terão sido dadas orientações aos coordenadores distritais para deixarem de manter contacto com ele.

Raúl Novinte afirmou ainda que um coordenador distrital de Nacala terá recebido instruções para apresentar uma queixa formal contra si. O político diz ter confrontado diretamente a liderança sobre essa alegação, mas afirma que nunca recebeu uma resposta satisfatória.

O antigo coordenador regional Norte também esteve ausente da primeira Convenção Nacional do ANAMOLA, realizada em Nampula, durante a qual Venâncio Mondlane foi eleito presidente do partido como candidato único, com mais de 94% dos votos dos delegados presentes.

Para Novinte, esse facto levanta dúvidas sobre a democracia interna da organização.

"Como é que um partido que se apresenta como democrático realiza um congresso com candidato único?", questionou.

Por sua vez, Venâncio Mondlane rejeitou as acusações de exclusão e afirmou que Raúl Novinte decidiu abandonar o partido por iniciativa própria para seguir um projeto pessoal.

"Claramente, ele próprio optou por sair do partido. Portanto, não está a ser excluído; fez uma escolha individual e pessoal", afirmou Mondlane em declarações à DW África.

A polémica surge num contexto em que o percurso político de Raúl Novinte tem sido marcado por várias mudanças partidárias. Em 2024, quando exercia o cargo de presidente do Conselho Municipal de Nacala, abandonou a RENAMO, regressou posteriormente ao partido a convite de Ossufo Momade e voltou a afastar-se antes de integrar o projeto político liderado por Venâncio Mondlane.

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