Incêndio destruiu bens materiais e colocou seis crianças em perigo. ANAMOLA considera o caso um ataque de motivação política e aguarda investigações.
Por Redação
Publicado em Julho de 2026
A residência de um coordenador político do partido ANAMOLA, localizada na província de Tete, foi alvo de um incêndio durante a noite, num incidente que o partido classifica como um acto criminoso de alegada motivação política.
Segundo o ANAMOLA, o fogo foi ateado por indivíduos ainda não identificados, colocando em risco a vida de seis crianças que se encontravam no interior da habitação.
De acordo com Claudina Guimarães, coordenadora nacional do partido em Tete, as chamas começaram na parte traseira da residência enquanto as seis crianças, todas do sexo feminino, dormiam no imóvel.
A dirigente explicou que a tragédia só não teve consequências mais graves graças à rápida intervenção da criança mais velha, que tinha saído momentaneamente para ir à casa de banho. Ao regressar ao quarto, deparou-se com uma forte luminosidade provocada pelas chamas e começou imediatamente a pedir socorro.
Os gritos alertaram os moradores da vizinhança, que correram para o local, arrombaram a porta da residência e conseguiram retirar todas as crianças em segurança.
Durante a operação de resgate, os populares também cortaram os cabos de energia eléctrica da habitação como forma de evitar explosões ou o agravamento do incêndio.
Apesar de nenhuma das crianças ter sofrido ferimentos, o fogo destruiu vários bens existentes no quarto, entre eles cobertores, esteiras e outros objectos de uso diário.
Após o incidente, o coordenador político visado dirigiu-se ao comando local da polícia para apresentar uma denúncia formal e prestar declarações sobre o ocorrido. O partido afirmou que aguarda o resultado das investigações para que os responsáveis pelo incêndio sejam identificados e responsabilizados.
Partido aponta alegada motivação política
Na sequência do incidente, Claudina Guimarães afirmou que o ANAMOLA considera tratar-se de um ataque político dirigido ao partido.
Segundo a dirigente, o episódio estaria relacionado com a actividade política da organização, alegando que existe perseguição contra os seus membros.
Claudina Guimarães relatou ainda que, após o incêndio, um grupo composto por crianças e algumas professoras, ostentando bandeiras da Frelimo, deslocou-se até à residência atingida, onde, segundo a sua versão, lançou pedras, proferiu insultos e entoou cânticos provocatórios.
As alegações apresentadas pela dirigente do ANAMOLA não foram, até ao momento, confirmadas de forma independente pelas autoridades.
No final do pronunciamento, a liderança do partido lamentou o ambiente de insegurança vivido pelos seus membros, afirmando que estes têm sido alvo de perseguições constantes.
Até ao momento, as autoridades competentes ainda não divulgaram informações oficiais sobre a autoria do incêndio nem sobre o andamento das investigações.

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