Durante a leitura da sentença, o juiz João Eusébio considerou provado que o arguido provocou a morte da vítima por asfixia mecânica e sufocação directa. Segundo a decisão judicial, após o homicídio, António Veloso ocultou o corpo ao lançá-lo no rio Bons Sinais.
Na ocasião, o magistrado aproveitou para apelar à sociedade a rejeitar todas as formas de violência, defendendo que os conflitos devem ser resolvidos por meios legais e pacíficos, e não através da prática de actos criminosos.
Após a leitura da sentença, António Veloso optou por não prestar declarações aos órgãos de comunicação social.
O pai da vítima, Sumar Abdul, afirmou estar satisfeito com a decisão do tribunal, considerando que a condenação representa um passo importante na responsabilização pelo crime, embora reconheça que a sentença não elimina a dor causada pela perda da filha.
Em sentido contrário, a irmã do condenado manifestou discordância em relação ao veredicto, afirmando que a família não concorda com a decisão judicial e entende que o caso deveria ter sido melhor esclarecido.
Por sua vez, Érica Timane, representante da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), saudou a decisão do tribunal, considerando que a condenação constitui um importante sinal no combate à violência baseada no género e reforça a necessidade de proteger os direitos das mulheres e raparigas.
O caso da morte de Zarina Sumar mobilizou a atenção da opinião pública e voltou a colocar em destaque o debate sobre o combate à violência contra a mulher em Moçambique.
Texto e imagens: Filomena Zeca.

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