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CDD defende investigação do Ministério Público às decisões da Comissão de Gestão da LAM após auditoria revelar alegadas irregularidades

O CDD defende que o Ministério Público investigue decisões da Comissão de Gestão da LAM após auditoria revelar alegadas irregularidades.
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O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) manifestou preocupação com a situação e a gestão das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), defendendo que o Ministério Público (MP) aprofunde as investigações sobre a atuação da atual Comissão de Gestão (CG), na sequência das conclusões de uma auditoria interna que identificou alegadas irregularidades.

Nas últimas semanas, o CDD tornou públicas as principais conclusões do Relatório de Auditoria Interna Extraordinária da LAM, documento que aponta para alegadas falhas na governação da empresa, deficiências nos mecanismos de controlo interno, ausência de planeamento estratégico e possíveis violações das normas de gestão dos recursos públicos.

Segundo a organização, entre as situações destacadas pela auditoria estão a aquisição de duas aeronaves Embraer E190, a compra de três aeronaves Bombardier Q400 e os contratos de aluguer de aeronaves através do regime Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance (ACMI).

O CDD afirma, contudo, que as suas preocupações vão além dos factos descritos na auditoria. De acordo com a organização, continuam a surgir decisões tomadas pela Comissão de Gestão que levantam dúvidas sobre a forma como a companhia aérea está a ser administrada.

Citando fontes internas da LAM, o CDD refere que uma das aeronaves Bombardier Q400, identificada como C9-AUV, encontra-se alegadamente imobilizada sobre um cavalete improvisado para permitir que o respetivo trem de aterragem fosse alugado à companhia Air Tanzania.

Face a estes factos, o Centro para Democracia e Direitos Humanos considera existirem fundamentos suficientes para que o Ministério Público, através do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), aprofunde as investigações em curso, analisando não apenas as situações identificadas pela auditoria, mas também eventuais atos posteriores que possam configurar novas irregularidades.

CDD defende investigação do Ministério Público às decisões da Comissão de Gestão da LAM após auditoria revelar alegadas irregularidades
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