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Maputo — A morte do enfermeiro Ivandro Jaque, vítima de doença, desencadeou um clima de tensão entre familiares, amigos e vizinhos devido a divergências em torno da realização do funeral.
Amigos e pessoas próximas acusam o pai do falecido de ter ocultado a morte de Ivandro Jaque, alegando que vários familiares, incluindo os próprios irmãos de sangue, não foram informados do seu falecimento.
Em resposta às acusações, o pai do malogrado afirma que apenas estava a cumprir a vontade manifestada pelo filho em vida. Segundo ele, Ivandro desejava ser sepultado na presença de "meia dúzia de pessoas", razão pela qual o funeral estava inicialmente previsto para decorrer com cerca de 12 participantes.
A situação tornou-se ainda mais delicada quando o pastor que, alegadamente, iria dirigir a cerimónia fúnebre não compareceu, facto que contribuiu para aumentar o desentendimento entre as partes envolvidas.
O pai garante igualmente que a sepultura já se encontra preparada e defende que o enterro deve acontecer sem a presença de outras pessoas além das inicialmente previstas.
Entretanto, amigos e conhecidos do enfermeiro impediram a saída da viatura da agência funerária das instalações da morgue, exigindo o adiamento das cerimónias para permitir que mais familiares, amigos e pessoas próximas possam prestar a última homenagem ao falecido.
A divergência culminou em momentos de tensão e empurrões nas instalações da morgue, enquanto familiares e amigos continuam sem consenso sobre a forma como o funeral deverá ser realizado.
Até ao momento, não há informação sobre um entendimento entre as partes para a realização das exéquias.

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