Em comunicado divulgado pelo Gabinete de Informação (GABINFO), o Executivo informa que as vítimas foram mortas na noite da última quarta-feira, na cidade de Germiston, localizada na província sul-africana de Gauteng.
Segundo a nota, a situação está a ser acompanhada pelo Consulado-Geral de Moçambique em Joanesburgo, que mantém contacto permanente com as famílias das vítimas e está a prestar assistência consular aos cidadãos moçambicanos hospitalizados, além de acompanhar o processo de repatriamento dos corpos.
O comunicado acrescenta, citando as autoridades sul-africanas, que 38 cidadãos moçambicanos foram obrigados a abandonar as suas residências em Germiston, na sequência de incursões realizadas por grupos anti-imigrantes.
De acordo com o Governo, estas pessoas serão encaminhadas para a Alta Comissão de Moçambique em Pretória, onde receberão apoio e será avaliada a possibilidade do seu repatriamento para o país.
Com estas duas mortes, sobe para nove o número de cidadãos moçambicanos mortos na atual vaga de ataques xenófobos na África do Sul.
Os corpos das primeiras sete vítimas já foram repatriados para Moçambique. Todos eram naturais da província de Gaza, tendo sido sepultados ou encaminhados para os distritos de Majaquaze, Chókwè, Chigubo e Limpopo.
Desde abril, vários grupos de cidadãos sul-africanos têm promovido manifestações e ações contra imigrantes africanos, incluindo moçambicanos. Os ataques têm atingido principalmente cidadãos africanos negros e sido marcados por discriminação, saques, deslocação forçada de famílias, assédio e confrontos violentos, sobretudo em bairros informais.
Segundo dados oficiais, vivem atualmente na África do Sul cerca de 300 mil cidadãos moçambicanos. Além disso, mais de 1.300 moçambicanos já foram repatriados após serem vítimas de episódios de xenofobia, enquanto 6.156 cidadãos malawianos atravessaram Moçambique em trânsito depois de também terem sido afetados pela violência.

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