Moçambique continua entre os países mais afectados pela malária a nível mundial, ocupando actualmente a quinta posição no ranking global de casos da doença. Na província de Gaza, a situação preocupa as autoridades de saúde, depois de seis pessoas terem perdido a vida este ano e de o número de infecções ter aumentado em mais de 100%.
O alerta foi apresentado durante o Primeiro Fórum Provincial da Malária, onde as autoridades sanitárias associaram o agravamento da situação às enxurradas registadas em Janeiro. Segundo explicaram, as inundações criaram condições favoráveis para a reprodução do mosquito transmissor da doença, contribuindo para o crescimento dos casos.
O Director Nacional do Programa da Malária, Stélio Tembe, afirmou que as enxurradas favoreceram o aumento da transmissão da doença, razão pela qual as autoridades estão a reforçar as medidas de resposta para conter a propagação.
Na província de Gaza, os distritos de Massangena, Xai-Xai e Bilene figuram entre as áreas que mais preocupam os serviços de saúde, que intensificam acções para reduzir o número de infecções e evitar casos graves.
As autoridades reconhecem que o combate à malária continua a enfrentar vários desafios, destacando a necessidade de ampliar a cobertura da distribuição de redes mosquiteiras, consideradas um dos principais instrumentos de prevenção da doença. A meta definida é atingir uma cobertura de 85% em todo o país, garantindo maior protecção às populações mais vulneráveis.
Stélio Tembe sublinhou que o uso correcto das redes mosquiteiras continua a ser uma das estratégias mais eficazes para prevenir a malária e defendeu o reforço do acesso a este meio de protecção por parte das famílias.
Perante o aumento dos casos e das seis mortes registadas na província de Gaza, as autoridades mantêm o alerta e reforçam os esforços para travar a propagação da doença, numa altura em que Moçambique continua entre os países mais afectados pela malária no mundo.

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