A organização, conhecida pelas suas reivindicações contra a imigração ilegal, denunciou também uma crescente vaga de ameaças de morte dirigidas a vários dos seus membros em diferentes províncias do país.
Segundo informações divulgadas pelo movimento, Andile Somgxada, que liderava a estrutura da organização em Greenfields, no município de Ekurhuleni, foi baleado à saída da sua residência no dia 4 de julho.
O porta-voz nacional do March and March, Sandile Dube, explicou que o ativista foi transportado de urgência para uma unidade hospitalar, onde acabou por morrer no dia 9 de julho, devido à gravidade dos ferimentos.
Sandile Dube descreveu Somgxada como um "sul-africano patriota, dedicado e amante da paz", acrescentando que o homicídio ocorreu num contexto marcado pelo aumento das intimidações contra dirigentes da organização.
Segundo o movimento, o líder regional de Tshwane recebeu mensagens de ameaça logo após uma marcha realizada em Mamelodi. Alegadamente, avisos semelhantes foram enviados aos coordenadores dos protestos em Umlazi, na província de KwaZulu-Natal, e também em Mpumalanga.
A organização afirma que as ameaças são provenientes de redes criminosas que, alegadamente, beneficiam da extorsão e da cobrança de valores a cidadãos estrangeiros em situação irregular envolvidos em atividades ilegais.
Perante o clima de tensão, o correspondente da Rádio Moçambique na África do Sul, Eduardo Figurão, refere que o movimento solicitou uma intervenção imediata e rigorosa das forças de segurança para garantir a proteção dos seus membros.
Apesar da morte do seu líder regional e das ameaças denunciadas, o March and March garantiu que continuará a realizar o seu calendário de manifestações e que irá reforçar a mobilização em várias regiões do país, sobretudo na província de Gauteng, onde afirma existir uma elevada concentração de atividades ilegais e forte oposição às suas ações.

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