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| Albino Forquilha |
Falando esta sexta-feira, em Maputo, à margem da cerimónia de encerramento do Projeto ProPaz, iniciativa voltada para a promoção da paz e da reconciliação nacional, Forquilha afirmou não ver qualquer inconveniente na realização das três eleições no mesmo dia, desde que não sejam apresentados argumentos sólidos em sentido contrário.
Segundo o líder do PODEMOS, a proposta tem como principal objetivo racionalizar os recursos financeiros do Estado e evitar que as instituições públicas permaneçam constantemente envolvidas em processos eleitorais, em prejuízo da governação.
"Foram realizadas eleições autárquicas num ano e, logo depois, eleições gerais. Acabamos por passar praticamente dois ou três anos a pensar apenas em eleições, o que também prejudica o funcionamento normal das instituições", afirmou.
Albino Forquilha considerou ainda que, do ponto de vista dos eleitores, votar em diferentes boletins no mesmo dia não representa qualquer dificuldade, uma vez que cada cargo é escolhido de forma independente.
"Se a campanha tiver sido feita para as três eleições, basta o eleitor colocar o voto na urna correspondente. A contagem determinará onde cada candidato venceu ou perdeu. Não vejo qualquer problema nisso", defendeu.
O dirigente rejeitou igualmente o argumento de que seria necessário aguardar um período de transição para avaliar os efeitos das reformas políticas antes da adoção de um novo modelo eleitoral.
Na sua perspetiva, o diálogo político poderá continuar através dos mecanismos institucionais que vierem a ser criados, independentemente da realização simultânea das eleições.
Forquilha acrescentou que, caso a principal limitação seja a capacidade financeira do país para organizar processos eleitorais separados, a realização das três eleições no mesmo dia constitui uma alternativa viável.
"Precisamos de colocar o povo a pensar mais na governação do que nas eleições. Atualmente isso está comprometido porque o país vive processos eleitorais muito próximos uns dos outros. Por isso, não vejo inconveniente na realização das três eleições no mesmo dia, salvo se alguém apresentar argumentos que me convençam do contrário", concluiu.
O debate surge numa altura em que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) aprovou um orçamento de 72,6 milhões de meticais para o ano de 2026, destinado ao início da preparação do próximo ciclo eleitoral, admitindo igualmente a possibilidade de estudar a realização simultânea das eleições autárquicas, legislativas e presidenciais.

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