A proposta foi apresentada durante uma sessão da Ronda do Diálogo Nacional Inclusivo, onde Mondlane afirmou que a implementação do modelo não exigiria custos adicionais nem um novo orçamento, desde que seja alterado o actual mecanismo de apuramento dos resultados.
Segundo o líder da ANAMOLA, após o encerramento da votação e a contagem dos boletins nas mesas de voto, os editais poderiam ser enviados por via electrónica para um directório central, ao qual teriam acesso os partidos políticos, observadores eleitorais, órgãos de comunicação social e os próprios eleitores.
Venâncio Mondlane defendeu igualmente a eliminação da intervenção dos órgãos intermédios de apuramento, como os Secretariados Técnicos de Administração Eleitoral (STAE) distritais, as Comissões Distritais de Eleições (CDE) e as Comissões Provinciais de Eleições, sustentando que os resultados preliminares produzidos nas mesas de voto deveriam ser transmitidos directamente para uma plataforma central.
De acordo com a proposta apresentada, os eleitores poderiam ainda receber, por correio electrónico ou através do telefone, uma cópia digitalizada do edital correspondente à mesa onde exerceram o seu direito de voto, permitindo-lhes confirmar directamente os resultados.
Durante a sua intervenção, Mondlane criticou o rumo das discussões sobre a reforma eleitoral, afirmando que, na sua opinião, o debate tem sido desviado para temas secundários, quando a prioridade deveria ser assegurar um processo eleitoral mais transparente, célere e credível.
"Se nós pudermos, em 24 horas, fazer o resultado ser conhecido por todos os moçambicanos, nós eliminamos todos os focos de conflito que vêm desde 1994 até hoje", declarou Venâncio Mondlane.
A proposta integra as discussões em curso sobre as reformas políticas e eleitorais no âmbito da Ronda do Diálogo Nacional Inclusivo.

0Comentários